Suposta ONG pede ajuda sem autorização
Durante um grande período, na tarde desta sexta-feira (22), vários jovens estiveram na área central de Brusque pedindo ajuda financeira para a Casa de Recuperação Resgate, localizada em Navegantes. Algumas pessoas entraram em contato com o Jornalismo da Rádio Cidade para relatar que esses estariam agindo de forma ilegal, ao pedir dinheiro para um suposto projeto.
Segundo os jovens, a tal Casa Resgate cuida de dependentes químicos. Alguns comerciantes relataram que os pedintes entravam nos estabelecimentos comerciais sem autorização, para pedir as doações, sendo que em um estabelecimento o segurança foi agredido ao chamar a atenção. A Reportagem Cidade entrou em contato com as secretarias de Saúde e de Assistência Social de Navegantes, que negaram conhecer a casa de recuperação e não dispor de informações sobre a mesma.
Segundo Paulo Vendelino Kons, conselheiro tutelar de Brusque, "é evidente que essa entidade não provem de organização séria, compromissada em atender crianças e adolescentes". O conselheiro, que foi chamado devido a haver menores trabalhando, explicou que os jovens "utilizam o argumento de que a população deve se preocupar com o resgate de pessoas com dependência química, mas percebe-se que existem pessoas que vem a Brusque com a intenção muito clara de esvaziar os bolsos da comunidade".
A orientação é para que as pessoas tenham muito cuidado. Umas das maneiras de coibir é a fiscalização. Paulo diz que tem que ser feita de forma articulada uma ação, envolvendo a Policia, conselho tutelar, assistência social e a fiscalização da prefeitura, "para que quando uma organização dessa chegar em Brusque, se possa verificar não apenas a questão legal, apenas a questão meramente de ser uma ONG, de ter um cartão nacional de questão jurídica, mas sim ver se de fato fazem aquilo que dizem fazer. Se atendem as crianças, os adolescentes, se trabalham realmente a recuperação química. E mesmo que façam, eles devem ser orientados a buscar ajuda na sua área de atuação", disse Paulo.
Segundo ele, Brusque já tem necessidades próprias e quando eles não querem passar informações, como foi o caso dessa entidade, é sinal que são "picaretas". O superintendente do Ibplam, Alexandre Gevaerd, disse que a prefeitura de Brusque não possui uma lei especifica que proíba esse tipo de ato, e não sabe a quem compete a fiscalização. Gevaerd confirmou que a suposta entidade de Navegantes estava atuando nas ruas de Brusque sem ter autorização da prefeitura.
Colaboração: Valdomiro da Motta



